Paul Bittner (Huntsman Poliuretanos)

Representando a multinacional de origem norte-americana Huntsman, com atuação em todos os segmentos de uso do poliuretano, o engenheiro alemão radicado na Argentina Paul Bittner, consultor da empresa para aplicações de espuma rígida de poliuretano como isolamento térmico e de Física aplicada a construções, mostrou, em sua palestra, as principais características relativas ao uso de painéis-sanduíche de aço com núcleo de PU para essas aplicações. A primeira tarefa de Bittner consistiu em contextualizar a empresa e o poliuretano nos serviços e produtos ligados a isolamento térmico, sendo que, segundo Bittner, o mercado de laminação contínua e descontínua de espuma rígida de PU atinge, em toda a América, cerca de 1 milhão de m³ anuais. Proprietária desde 1999 dos negócios em poliuretano da antiga ICI, uma das empresas pioneiras nesse mercado, a Huntsman Polyurethanes possui forte presença em processos contínuos e semicontínuos nos principais mercados mundiais. Em seguida, Bittner apresentou dados comparativos das resistências térmicas de poliuretano, poliestireno (EPS) e lã-de-rocha, concentrando atenções nas vantagens isolantes do poliuretano para painéis de igual espessura (50mm) e nos muito fracos potenciais isolantes de placas sem núcleo maciço (ou seja, sem enchimento ou com materiais não-maciços). De acordo com os dados apresentados por Bittner, em acréscimo à alta resistência térmica do poliuretano (2,5 m²K/W, em contraposição a 1,39 m²K/W do EPS e a 1,11 m²K/W da lã-de-rocha), os painéis maciços, seja qual for o material, beneficiam-se do baixo fluxo térmico dessas superfícies (usando como padrão a diferença de temperatura de 17º C): enquanto o poliuretano apresenta Qt de 6,8 W/m²K, o EPS de 12,2 W/m²K e a lã-de-rocha de 15,3 W/m²K, os painéis sem núcleo maciço emitem de 50,1 a 98,3 W/m²K, considerando o fluxo de calor em tetos a partir de baixo para cima. "As soluções vendidas como isolantes não permitem bom resultado sequer a médio prazo, devido a diversos problemas, dentre eles a incrustação de materiais nas faces dos painéis metálicos e sua conseqüência na isolância total", disse Bittner. Segundo ele, a economia em se usar o poliuretano como material isolante recai especialmente em câmaras frigoríficas, em que, por exemplo, com temperaturas interiores de projeto próximas a – 15º C, a carga térmica anual (incluída a radiação solar) pode ser de 15 500 GD (graus dia) com temperatura exterior máxima de projeto de 37º C. Em custos de operação, Bittner demonstrou como funciona o efeito do aumento da espessura de espuma de poliuretano rígido em painéis isolantes na redução do consumo anual de energia pelo cliente final e a importância de se calcular a espessura econômica ideal para essas aplicações. "Quanto maior a espessura do painel em poliuretano, maior a economia em custos anuais de energia. Por outro lado, o custo das matérias-primas envolvidas e o seu uso nas aplicações finais também interfere nos custos finais", disse Bittner. "Por isso , as espessuras econômicas ideais estão, em linhas gerais, entre 20 e 25 cm de poliuretano por painel, segundo o exemplo comentado". Bittner comentou, em acréscimo, que indefinições em termos do custo da energia elétrica futuramente usada levam alguns clientes a especificarem, com antecedência, espessuras maiores ou claramente maiores do que as necessárias para as condições atuais, de forma a evitarem riscos de maiores gastos futuros. Comparando-se os fluxos térmicos proporcionados por painéis reais, Bittner demonstrou, por fim, a grande vantagem oferecida pelo poliuretano em soluções integrais.




 
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